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Isolamento sob Controlo

O que controlo e o que não controlo

Todos nós estamos a adaptar-nos a esta nova situação. Alguns mais rapidamente e com maior satisfação interna ou facilidade que outros.

Todos nós experienciamos em algum momento da nossa vida falta de segurança, que compensamos com necessidade de controlarmos tudo à nossa volta: o nosso comportamento, o comportamento dos outros, o contexto onde estamos… (sim, mega generalizações: TODOS!)

A verdade é que nesta crença ilusória de que podemos controlar tudo, há pouca coisa que podemos realmente controlar.

Eu não consigo controlar o que o comportamento dos outros, não consigo prever o que vai acontecer amanhã, não consigo controlar a intenção das outras pessoas, ou o motivo pelo qual elas têm as atitudes que têm, não consigo controlar a quantidade de papel higiénico que há nas lojas, ou quantidade de comida que há nas lojas e a quantidade de coisas que as pessoas levam para sua casa, não consigo prever quanto tempo é que isto vai durar, eu não sei…

Não consigo prever a reação dos outros, não consigo controlar se os outros respeitam não isolamento físico a que estamos sujeitos. Não consigo prever quem vai ou não ficar infetado. Não consigo prever quando vai haver vacina. Não consigo criar uma vacina. Não consigo controlar os media. Não consigo controlar as fake news. Posso, isso sim, especular acerca de tudo isto.

E consigo controlar algumas coisas, por isso escolho focar-me nessas. Escolho focar-me especificamente nestas:

– Manter uma atitude positiva;

– Como reajo ao comportamento dos outros;

– Definir a minha intenção para o dia;

–  Não ver notícias. Se quero estar atualizada vou diretamente a fontes credíveis;

–  Seguir as recomendações de isolamento físico;

–  Escolher o meu estado emocional;

– Aceitar que não posso mudar o contexto/conjuntura social atual;

Aceitar que nem sempre vou ter o estado emocional que acho adequado;

– Aceitar que não estou a conseguir dedicar-me ao meu trabalho;

– Ser responsável pela comunicação e satisfação das minhas necessidades;

– Ser responsável pela forma como pratico a minha parentalidade;

– Ser responsável por relegar a minha dimensão profissional e priorizar agora outras coisas;

– Ser responsável pela minha sanidade mental (e pela das minhas filhas);

Só consigo controlar o que depende diretamente de mim, dos meus pensamentos, emoções e ações.

E tu, dentro daquilo que consegues controlar, em que vais escolher focar-te?

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