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Ansiedade para que te quero!

Todos nós já nos sentimos desconfortáveis em alguma situação ou contexto da nossa vida, e provavelmente todos nós em algumas áreas da nossa vida experimentámos esta sensação – o coração começa a disparar, as palmas das mãos começam a suar, os pensamentos a inundá-lo de dúvidas e incertezas “serei capaz?” “Não consigo”, etc… – a ansiedade. E normalmente o que fazemos quando nos sentimos ansiosos? Possivelmente uma destas 3 possibilidades: Ou fugimos do contexto/situação, abandonando o local; ou evitamos esses contextos/situações; ou vencemos a ansiedade. Aposto que já vos aconteceu as 3 possibilidades 🙂 Naquele dia em que ias falar para muita gente e surgiu um imprevisto de ultima hora e tiveste que sair; daquela vez em que te convidaram para ires tomar café com aquel@ amigo@ que te querem apresentar; e aquela vez em que pensaste “que se lixe, aqui vou eu!”.

Ou seja, desde aquela primeira vez que chegamos mais tarde a casa do que a hora que nos foi imposta pelos nossos pais, da primeira vez que fomos ao quadro na escola, do primeiro beijo, que lidamos com a ansiedade (de facto, desde muito mais cedo que isso, ainda na barriga da nossa mãe, e há até estudos que indicam que estas sensações podem ser transmitidas ainda antes da concepção!).

Quantas vezes o nosso desempenho ou resultado é afectado, ou deixamos de perseguir objectivos importantes porque era muito desafiante encarar os receios e duvidas acerca da nossa capacidade, do nosso valor? Algumas certamente. Já desmarcamos encontros, reuniões, faltamos a exames…

Mas então a ansiedade é necessariamente má? Sempre? Não. A Ansiedade na verdade não existe (mas afinal o que é que existe? 😉 ). Não é uma coisa palpável, que vemos, é uma percepção nossa (e o que é que não o é? 😉 ), uma interpretação de sintomas respeitantes
à situação ou contexto que estamos a experienciar ou que prevemos que vamos experienciar. A forma como a interpretamos permite-nos escolher entre as 3 possibilidades já referidas. Logo, é o que nós quisermos. Simples não é? E difícil? Sim. Muito. Por isso a maior parte das vezes escolhes o evitamento, não é?

Eu não conheço ninguém que nunca tenha sentido ansiedade (podem é chamar-lhe outra coisa). Mas conheço muita gente que utiliza a ansiedade a seu favor, e que a interpreta como um prenuncio de que algo especial e diferente vai acontecer, por exemplo. E também conheço muita gente que frequentemente luta com a ansiedade na sua vida. Talvez tu sejas uma dessas pessoas.

Então, o evitamento pode ser bom, porque no imediato nos traz o conforto de precisamos, sem passar por uma situação constrangedora ou dolorosa. Isto é válido quando acontece isoladamente ou em situações que não afectam o nosso funcionamento no dia-a-dia. Mas quanto mais evitamos situações ansiógenas, mais a ansiedade vai aumentar, pois mais situações vão ser antecipadas como ansiógenas, e o facto de não conseguirmos lidar com elas, mais ansiedade vai gerar, tornando-se numa imensa bola de neve incapacitante.

Já imaginaste como seria a tua vida se aprendesses a vencer a ansiedade?

Vem semeá-la connosco www.semente-cdp.pt 🙂

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